Evilazio de Oliveira
jornalista
www.g1.com.br  
 

domingo, fevereiro 24, 2008


Ponte internacional
sobre o rio Uruguai,
entre Uruguaiana/BR e
Paso de los Libres/AR

sábado, abril 01, 2006

Histórias de um repórter

Histórias de um repórter
Edmar Morel Jornalismo 288 páginas
R$40,00 Formato: 14 x 21cm ISBN: 8501050555

Para definir a participação de Edmar Morel no jornalismo brasileiro, Nelson Werneck Sodré afirmou: "Nenhum reuniu, como ele, qualidades excepcionais de coragem, audácia, faro para o acontecimento insólito, capaz de atrair as atenções do público por dias e dias." O mesmo Werneck, certo de que as experiências de Morel não poderiam ser esquecidas, acabou convencendo o amigo de que um livro de memórias tinha que ser escrito. A família concordou, comprou fitas cassetes e Morel, diante do santo constrangimento, começou a remexer arquivos, gravar suas lembranças e rascunhar. Os episódios mais marcantes vividos ao longo de 60 anos de imprensa são registrados em 500 folhas do formato ofício. HISTÓRIAS DE UM REPÓRTER, agora lançado pela Record, ganhava seus primeiros contornos.
Para o leitor de suas memórias, Edmar Morel oferece um relato vivo e preciso dos fatos mais importantes deste século. Os capítulos de seu livro marcam este percurso histórico. Na primeira parte, "Os primeiros passos", Morel revela sua curiosidade política precoce, conta fatos ligados à República Velha, à imprensa na década de 1930 e faz comentários sobre a imprensa carioca, os comunistas e os integralistas.
A narrativa se torna mais densa e emotiva na segunda parte, "Reportagens no império de Assis Chateaubriand". Morel relata a mítica e folclórica visita de Orson Welles ao Brasil, a expedição Fawcett, a Segunda Grande Guerra, fala dos espiões, da presença dos Estados Unidos e da miséria brasileira, sobre Vargas e os campos de concentração no Paraguai. Em "Campanhas democráticas através da imprensa" o jornalista descreve a Europa devastada, seus encontros com o coronel Valerio, carrasco de Mussolini, e com a filha do Dulce, Eda Ciano. No Brasil, denuncia a seca no Nordeste e o imperialismo americano.
A última parte do livro tem a data de 1964 como ponto de partida e o ano de 1988 como epílogo. Em "Seis décadas de jornalismo", o foco se concentra na censura e na resistência durante os chamados "anos de chumbo", narrando o papel da ABI durante o período da ditadura. Morel termina o relato se despedindo dos jornais que desapareceram.
Edmar Morel nasceu em Fortaleza no dia 17 de março de 1912. Foi uma das figuras de maior destaque do jornalismo brasileiro. Convidado por Oswaldo Costa, participou de uma extraordinária experiência jornalística do país: O Semanário. Teve seu batismo de fogo no jornal O Ceará, anticlerical e antiimperialista, como colega de Rachel de Queiroz. Escreveu reportagens memoráveis para os melhores jornais do país e, como autor de livros, publicou 16 títulos ? incluindo-se HISTÓRIAS DE UM REPÓRTER.